Como tomar glutamina? O que ela é? Para que ela serve? Quais seus benefícios?

Imagem ilustrando o poder da glutamina no bom funcionamento intestinal

Nos últimos anos esse suplemento tem ganhado muita fama pelos ditos benefícios que ela traz para o intestino, porém, existe ainda uma duvida muito grande e, relação a sua eficácia, para quem ela é realmente indicada e até como tomar glutamina. Mas vamos do inicio:

O que é a glutamina?

A glutamina é um aminoácido não essencial, que nosso corpo é capaz de produzir, presente em lácteos, carnes, ovos e outras fontes proteicas.

Para que serve a glutamina?

A glutamina esta envolvida em diversas funções no organismo, porém, sua suplementação é implicada principalmente na tentativa de melhorar a função imune do organismo e na melhora saúde intestinal.

Na função imune, a glutamina age como uma das principais fontes de energia para as células de defesa.

No intestino, a glutamina é a principal fonte de energia para a renovação das células, que precisam ser renovadas constantemente afim de manter sua integridade. Além de servir também como “alimento” para as bactérias intestinais, gerando alguns benefícios.

Imagem representando um intestino saudável.

Quais os benefícios da glutamina?

  • Melhora da imunidade;
  • Melhora da integridade intestinal;
  • Aumento na produção da mucosa intestinal;
  • Melhora do perfil de bactérias intestinais, aumento as benéficas e diminuindo as maléficas.
  • Aumento na liberação de substâncias benéficas pelas bactérias.

Veja algumas opções:

Como tomar glutamina?

Ainda não existe um consenso em relação a quem ou qual a quantidade deve ser ingerida de glutamina para obtermos seus possíveis benefícios.

Entretanto, é comum vermos prescrições entre 5-10g/dia. Que pode ser uma quantidade adequada, ou até mesmo uma quantidade relativamente baixa.

Não existe um melhor horário ou um momento especifico, o importante é consumi-la.

Existe contra-indicação?

Até onde se sabe, a única possível contraindicação, apesar de improvável, é nos casos de cânceres, pois as células cancerígenas também utilizam a glutamina como fonte de energia. Mas já isso tem sido desmistificado atualmente.

Ela é realmente efetiva?

Possivelmente, porém, ainda não há uma comprovação disso.

Apesar de haver muitos estudos encima da glutamina, 90% dos estudos com resultados benéficos foram realizados “in vitro” (utilizando apenas células) ou em animais. Estudos em humanos tem falhado em encontrar resultados positivos da suplementação, o que não significa que ela não funcione, porém, também não há uma comprovação de que funcione.

Na teoria, ela é muito efetiva, porém na prática, os resultados deixam a desejar.

Revisão Técnica:

Imagem do responsável técnico pelo texto.

Pedro Miguel – Nutricionista; Membro ISAK.