Chá de cavalinha, para que serve? Ele realmente funciona? É seguro?

O chá de cavalinha é bem conhecido por suas propriedades diuréticas, sendo muito utilizado no combate à retenção de liquidos, principalmente entre as mulheres, mas com diversas outras propriedades interessantes também!

A cavalinha é uma planta medicinal da especie Equisetum arvense ou Equisetum hiemale. Ela já é reconhecida tanto pela OMS em 2010, como pela EMA (European Medicines Agency), porém no Brasil, apesar de fazer parte da relação nacional de espécies de interesse para o SUS (Renisus), ela ainda não consta em nenhum documento oficial do ministério da saúde.

E para que serve o chá de cavalinha?

O chá de cavalinha é indicado em distúrbios do aparelho urinário e da próstata, como remineralizante ósseo, como tônico e como agente protetor. Mais especificamente, ele pode ser usado como:

  • Diurético
  • Em fraturas ósseas
  • No tratamento da “enurese noturna” (xixi na cama)
  • E na prevenção de pedras no rins.

Mas ele realmente funciona?

Seu efeito diurético é o mais estudado e comprovado pela ciência. Mas a diurese por si só já é um fator que pode auxiliar na prevenção das pedras nos rins e na enurese noturna, então, quando bem administrado, de fato o chá de cavalinha é eficaz!

Inclusive, ja existem estudos mostrando que a cavalinha pode apresentar efeitos equivalentes à hidroclorotiazida (fármaco diurético), mostrando assim o tamanho de sua eficácia em relação ao seu efeito diurético. Mas, por isso, são necessários alguns cuidados.

Como fazer o chá?

O chá e feito utilizando as partes aéreas da planta (tudo o que esta acima do solo), incluindo caule e folhas.

Para o chá de cavalinha, recomenda-se utilizar 2g da planta por xicara, deixando o chá descansar por 10 a 15 minutos depois de pronto para que haja uma maior extração das substancias, podendo ser tomado até 3x ao dia.

Existem contraindicações? Ela é segura?

Ela é segura quando utilizado em doses “normais”, porém, existem algumas contraindicações, sendo elas:

  • Gestantes e lactantes.
  • Pessoas com gastrite e ulcera gástrica ou duodenal.
  • E crianças com até 12 anos.
  • Pessoas que já utilizam algum tipo de remédio diurético.