Bioimpedância é confiável? Veja os prós e contras e descubra se realmente vale a pena ter ou utilizar qualquer balança.

O resultado da bioimpedância é confiável?

Depende! Para se ter um resultado confiável com o exame de bioimpedância é necessário avaliar 2 pontos: a qualidade da balança utilizada, que muitas vezes deixa a desejar, e se houve um protocolo a ser seguido antes de se fazer o exame.

Desenho de uma balança de bioimpedância representando modelos não tão legais.

O primeiro ponto parte do principio tecnológico do exame, em que balanças realmente confiáveis, com sistemas e peças de qualidade custam em media R$10.000 ou mais. E que com a popularização desse exame, diversos modelos de balanças com qualidade inferior foram sendo criadas, tornando fácil encontrar balanças de R$300, R$400 reais no mercado.

O segundo ponto, talvez o mais importante, se deve ao fato de a balança de bioimpedância mede a gordura corporal através de correntes elétricas, que são transmitidas principalmente pela água presente em nosso organismo. Sendo assim, a hidratação do organismo é um fator extremamente relevante para o exame. Um copo a mais ou a menos de água pode ser a diferença de um resultado bom ou ruim, e por esse motivo é necessário haver um protocolo. Para padronizar, teoricamente, nosso organismo em um estado “hidrato”.

Imagem de um exame de bioimpedância confiável

Não fiz nenhum protocolo e não sei qual era a balança, o resultado é confiável?

Provavelmente não! O ideal é você procurar repetir o exame, ou até mesmo procurar outros métodos de avaliação corporal para ter resultados mais fidedignos em relação a sua composição corporal.

Ela é melhor que os outros métodos?

Não! Nem sempre ela é melhor, existem casos onde ela é mais recomendada, como no caso de pessoas obesas, mas existem casos onde talvez ela não seja a ideal, como no caso dos idosos. Tudo depende da situação e da pessoa que será avaliada.

Imagem de uma avaliação das dobras cutâneas

E, além do tipo de público que será avaliado, é necessário ter em mente que ela sofre influencias de fatores que são difíceis de controlar no dia a dia, como a hidratação corporal, e a calibração do aparelho. Influencias que o método de dobras cutâneas não sofre. O que pode gerar alterações nos resultados que talvez não aconteceria com outros métodos de avaliação corporal.

E qual o melhor método de avaliação física?

O melhor método, e mais confiável, sem sombras de duvidas é a avaliação por DEXA – densitometria por dupla emissão de raios-X. Porém, esse não é um exame acessível no dia a dia devido ao seu alto custo, já que um aparelho de DEXA pode custar milhões.

Imagem do DEXA, método padrão ouro na avaliação fisica

Mas entre os exames acessíveis, as dobras cutâneas talvez sejam o método mais confiável de avaliação da composição corporal. Apesar de não ser “tecnológico”, a maior variável capaz de influenciar o resultado é o profissional que esta realizando o exame. E pensando nesse sentido, sempre que procuramos um profissional, procuramos um com uma boa qualidade técnica, o que teoricamente reduziria o risco de erros.

Diferentemente da bioimpedância, onde a maior variável para o resultado depende de uma pessoa “leiga” no assunto, e do organismo da pessoa, aumentando consideravelmente o risco de “alterar” os resultados.

Balanças de bioimpedancia para ter em casa são uteis?

São úteis até certo ponto. Elas de fato conseguem avaliar a evolução da pessoa ao longo do tempo, porém, o resultado que você encontra nessas balanças em casa só servem para comparar com outros resultados dessa mesma balança. Não dá para comparar um resultado obtido em casa, com outro resultado de outra balança de melhor qualidade por exemplo.

É o que chamamos de padronização do erro. Por mais que o resultado mostrado muitas vezes não condiz com a realidade, a tendência é que ela sempre erre da mesma forma. O que permite um acompanhamento de longo prazo dos resultados.

Você consegue ver se melhorou ou piorou seu peso, e em parte como piorou, mas com pouca precisão digamos assim.

No fim, uma balança de banheiro comum resolve o problema. Não tem necessidade de se gastar a mais por um “beneficio” ruim.